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10cgrupo8-2

Page history last edited by Fernanda Ledesma 11 years, 1 month ago

 

"Nos passos de Magalhães"


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10º C

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(continuação da outra página 10cgrupo8) Link: 10cgrupo8 ou http://nospassosdemagalhaes.pbworks.com/w/page/64334774/10cgrupo8

 


RETALHOS DE HISTÓRIA (PÁG. 103 À PÁG.108

(fala de como dois países- Portugal e Uruguai estão ''ligados'' pela História)

 

Gonçalo Cadilhe está em Montevideu, Uruguai.

 

 

Montevideu é a capital e a maior cidade do Uruguai.

 

     

 

            

 

 

 

Gonçalo Cadilhe  :

  • está no 25º andar, num bar no terraço;
  • Aprecia a vista da cidade histórica de Montevideu, o porto, a baía e a colina. Descobre que o navio-escola Sagres '' O orgulho da marinha de Portugal'', está atracado no porto de Montevideu, depois de navegar e atravessar vários retalhos de História, depois de ser esclarecido por um grupo de marinheiros portugueses que bebiam uns copos no bar do porto; ao contrário do que o empregado do bar do terraço tinha dito: ''É o navio-escola Miranda'';

 

Nota: Um navio-escola é um navio utilizado para instrução de marinharia para aspirantes a oficiais das diversas academias ou escolas de marinha mercante ou de guerra. Pode tratar-se de uma antiga embarcação, reformada e adaptada para esse fim, ou uma nova, especialmente projetada e construída. Neste último caso muitas vezes constituiu-se numa réplica de uma embarcação tradicional ou histórica. http://pt.wikipedia.org/wiki/Navio-escola

 

O NRP Sagres  NE Sagres é o principal navio-escola da Marinha Portuguesa.

 O ac tual Sagres é o terceiro navio com esse nome a desempenhar funções de instrução náutica na Marinha Portuguesa, sendo por isso, também conhecido por "Sagres III". É o navio mais conhecido desta componente das Forças Armadas Portuguesas, identificado pelas suas velas ostentando a cruz Ordem de Cristo. Esta embarcação tem como missão permitir o treino e o contacto com a vida no mar aos cadetes da Escola Naval, futuros oficiais da Marinha Portuguesa. É utilizado na representação nacional e internacional da Marinha de Porugal. http://pt.wikipedia.org/wiki/NRP_Sagres_III

 

     

 

 

Rio da Prata 

 

  •  Rio da Prata- é o estuário (é um ambiente aquático de transição entre um rio e o mar) criado pelos rios Paraná e Uruguai.
  • Foi primeiro visto por uma expedição portuguesa, comandada por Vespucci (Américo Vespúcio  ou Amerigo Vespucci, em italiano, foi um negociante, navegador, geógrafo e explorador de oceanos que viajou pelo Novo Mundo (continente americano), escrevendo sobre estas terras a ocidente da Europa) http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rico_Vesp%C3%BAcio, em 1501;
  • Foi cartografado (marcado em cartas geográficas) em 1511-1512 por João de Lisboa (companheiro de armas/guerra de Magalhães em Marrocos);
  • Foi navegado para cima, por um marinheiro português, João Dias Solís ao serviço de Espanha, que acreditou ter descoberto a passagem para o ''oceano mar do Sul'';
  • O ''oceano mar do sul'', actual Oceano Pacífico, foi avistado por Vasco Nuñez Balboa (explorador e fidalgo espanhol) http://pt.wikipedia.org/wiki/Vasco_N%C3%BA%C3%B1ez_de_Balboa . ATENÇÃO: O ''mar do sul'' ou oceano Pacífico foi ''descoberto'' por Balboa, mas só foi baptizado com o nome de Oceano Pacífico quando Magalhães o atravessou!;http://pt.wikipedia.org/wiki/Oceano_Pac%C3%ADfico
  • João Dias Solís baptizou o estuário do Rio da Prata com o nome de ''Mar Dulce''=mar doce, mas não percebeu que o Rio da Prata era apenas a foz (onde o rio desagua) de vários rios, pois ao desembarcar na margem norte do estuário, foi morto e comido pélos índios charruas- segundo uma lenda;

 

 

 

   

 

 

 

 

Descoberta do Rio da Prata

Ao tomar conhecimento da descoberta do "Mar do Sul" (nome dado ao actual Oceano Pacífico) pelo espanhol Vasco Núñez de Balboa em 1513, o rei português D. Manuel decidiu enviar a expedição comandada por Estevão Fróis e João de Lisboa para verificar onde terminava a parte sul do continente americano, além de averiguar a existência do suposto estreito que conduziria ao oceano recém-descoberto pelos espanhóis.

No início de 1514, Estevão Fróis e João de Lisboa partiram de Portugal com duas caravelas e uma tripulação de setenta homens. Ultrapassando os limites do domínio português no continente, determinado pelo Tratado de Tordesilhas, e entrando em terras espanholas, chegaram ao local que parecia ser a boca do tão procurado estreito. Avistaram um cabo e batizaram-no de Cabo de Santa Maria, situado próximo à actual Punta del Este. A expedição havia descoberto a foz do Rio da Prata.

Estevão Fróis e João de Lisboa foram também os primeiros europeus a terem contacto com os charruas, os quais apresentaram vários objetos de metal e um machado de prata aos exploradores. O machado foi levado à Portugal e oferecido a D. Manuel como prova da existência de metais preciosos naquela região inexplorada. Ainda em 1514, houve a incursão de D. Nuno Manoel e Cristóvão de Haro na região.

 

Expedição de Juan Díaz de Solís

Tratando de reivindicar as terras que julgava serem suas por direito, a coroa espanhola enviou o navegador Juan Díaz de Solís para localizar o estreito anunciado pelos portugueses. Solís é oficalmente reconhecido como o descobridor do Uruguai.

Em fevereiro, a tripulação chegou ao estuário do Rio da Prata. Confundindo com um braço de mar de baixa salinidade, batizou-o com o nome de Mar Dulce (mar doce). A expedição fez escala na ilha Martín García, que fora assim denominada em homenagem de Solís ao tripulante de mesmo nome que falecera a bordo, o qual foi sepultado na ilha.

Rumando em direção à margem oriental do Rio Uruguai, as caravelas permaneceram ancoradas próximo à costa, enquanto Solís embarcava em um pequeno bote com alguns de seus homens: o contador Pedro de Alarcón, o feitor Francisco de Marquina e mais seis marinheiros. Ao desembarcar pela primeira vez em solo uruguaio, numa região actualmente conhecida como Punta Gorda, no departamento de Colonia, Solís e seu grupo foram atacados por indígenas, sendo mortos e devorados. A tripulação que permaneceu nos navios decidiu retornar imediatamente à Espanha. Francisco de Torres, cunhado de Solís, assumiu o comando, rebap tizou o Rio da Prata de Rio de Solís e regressou ao seu país-natal com duas das embarcações no dia 4 de setembro de 1516. A caravela restante naufragou próximo à Ilha de Santa Catarina durante o retorno, tendo sobrevivido onze tripulantes, dentre os quais, o português Aleixo Garcia, futuro descobridor do Paraguai.

Na sua rota de circum-navegação do globo, o capitão português Fernão de Magalhães chegou à costa uruguaia em janeiro de 1520, contornando o Cabo de Santa Maria. No dia 10 do mesmo mês, avistou uma colina, a qual baptizou de Montevidi, lugar onde seria fundada a cidade de Montevideu.  http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_Uruguai

 

Cabo de Santa Maria

 

 

 

 

 

Gonçalo Cadilhe  : Conhece Marcelo: 

 

  1. antigo professor de História; agora é alfarrabista (colecciona e negoceia livros antigos);
  2. tem uma livraria; 
  3. GC explica o que anda a fazer por Montevideu; 
  4. convida GC para jantar com a sua família;
  5. Lê poema sobre a ''Fundação Mítica de Buenos Aires'':

 

 

 

 

Mas o momento mais interessante nos meus passos uruguaios de Magalhães acontece neste fim de tarde de veleiros e colinas a contraluz. Enquanto o navio-escola Sagres recolhe placidamente ao porto de Montevideu, o sol esconde-se prematuramente atrás do monte homónimo. Sorrio, estou a enganar-me: é o contrário, a cidade é que é homónima do monte.  Homónimo: tem o mesmo nome.  tem a ver com o facto de o local se chamar 'Montevideu', pois a cidade só tem esse nome devido à exclamação de Magalhães ao avistar o monte.

 

 

Magalhães: 

  •  Segundo a tradição foi a partir de uma exclamação de Magalhães que a capital do Uruguai foi baptizada. Ao avistar uma colina que indicava uma baía segura e grande, Magalhães terá avisado o piloto em latim: Monte Videm!  

 

 

Gonçalo Cadilhe pensa que pode ser uma hipótese, já que Magalhães deu nome a terras, espécies, estrelas, crateras, sondas espaciais, lavandarias, ruas e universidades.

 

 

 

Magalhães e a armada:

  • A armada passou duas semanas no Rio da Prata, a explorar a possibilidade de haver uma passagem para o ''outro'' mar= Oceano Pacífico;
  • Não acredita nessa possibilidade, devido: à água doce; à pouco profundidade e à diminuição da influência das marés, indicando que ele se encontra na foz de um rio;
  • Durante duas semanas investiga o curso de água;
  • Segue com a nau mais pequena e  mais fácil de comandar, a Santiago;
  • Pelos seus cálculos, a armada está a oeste da linha de Tordesilhas, ou seja, a armada está em território espanhol;
  • Permancem a bordo por causa do caso de Dias Solís (que foi comido por índios canibais); 
  • Levanta âncora e segue para sul, à procura de novas descobertas. 

 

 

 

O que sabemos sobre os índios charruas?  

 

  • Os índios charruas eram índios que habitavam os campos dos territórios dos actuais do rio Grande do Sul no sul do Brasil, do Uruguai e do nordeste da Argentina. http://pt.wikipedia.org/wiki/Charruas;
  • Mataram e comeram João Dias Solís que desembarcou na margem norte do estuário do Rio da Prata;
  • '' Essa história é (...) quase de certeza uma mentira, um mito'' - diz Marcelo- ''Ou se trata de uma outra tribo que não pertencia a esta região, ou é uma invenção dos europeus''.- ''Foram exterminados''- '' (...) os charruas (...) não reconheciam qualquer tipo de autoridade. Não serviam para ser colonizados, desapareceram da História''.

 

 Gonçalo Cadilhe: 

  • Desconfio que o professor alfarrabista sabe muito mais do passado do seu país do que eu sei do passado do meu. Mas o passado registado no seu país concentra-se em pouco mais de duzentos anos; o passado registado do meu estende-se por dois mil anos e inclui a descoberta do seu. a historia de Portugal, é muito maior do que a história do Uruguai, dai o professor saber a mais da história do seu pais do que Cadilhe do seu.
  • '' A um certo momento da História do meu país tem início a História do seu''. ESTÁ AQUI A EXPLICAÇÃO!! A VELHA EUROPA ESTAVA A DESCOBRIR NOVOS MUNDOS... (V. PAG.107)

 

 

Qual a ''intersecção" entre Portugal (país de GC) e o Urugai (país de Marcelo)?

 

  • João de Lisboa (companheiro de armas de Magalhães em Marrocos) marca nas cartas geográficas o cabo de Santa Maria (imagens em cima);
  • João Dias Solís é morto pelos índios charruas perto da Colónia de Portuga (Brasil);
  • Magalhães explora litoral acima de um ''mar dulce'' que afinal era apenas um rio salgado que não leva a mar nenhum.

 

Magalhães está no estuário do Rio da Prata e a água é salgada mas com um nível de salinidade menor, daí o nome ''mar doce''; e depois segue por esse litoral acima (do estuário).

 

 

Quadro-Resumo:

 

 

Gonçalo Cadilhe  Fernão de Magalhães 
  • Está em Montevideu- capital do Uruguai;
  • Está num bar no 25º andar com uma vista impressionante sobre a cidade, com atenção para o Rio da Prata;
  • Ao olhar para a fotografia que tirou da janela do terraço, acha uma coincidência: um navio português, Sagres, num mar uruguaio;
  • Conhece um alfarrabista que lhe fala um pouco da História do seu país, e do caso dos índios charruas;
  • O momento que mais o fascina é num fim de tarde, quando o navio português se dirige ao porto e o sol se esconde atrás do monte, do qual a cidade Montevideu, é homónima.
  • Ao avistar uma colina que indicava uma baía segura e ampla, Magalhães terá avisado o piloto, exclamando Monte Videm (em latim), dando nome à capital do Uruguai, segundo a tradição;
  • A armada passou duas semanas no estuário do rio da Prata a explorar a possibilidade de existir uma passagem para o ''outro'' mar- que seria o Oceano Pacífico;
  • Segue com a nau mais pequena e mais fácil de navegar, Santiago.

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

MOTIM NO FIM DO MUNDO (PÁG.109 À PÁG.114)

 

 

 Gonçalo Cadilhe está na baía de San Julián (Patagónia), Argentina. 

 

Puerto San Julián (Porto São Julião) é uma vila de 7 mil habitantes, situada no litoral atlântico da província de Santa Cruz, Argentina.

 

        

 

 

Gonçalo Cadilhe :

  • já lá esteve em Fevereiro de 2005. Já passou muito tempo e já aconteceram muitas coisas. ''Correu muita água pela baía de San Julián, entretanto. E pela minha vida também'';
  • ''A sensação que tenho hoje, aqui, é que todas as águas fluíram na mesma direcção, desaguando no mar de emoções que estou a viver e a narrar. Regresso a San Julián como um círculo que se conclui: foi aqui que teve início o meu fascínio (encanto), a minha perplexidade (dúvida, incerteza) pela vida e pela viagem de Fernão de Magalhães''. 
  • Caminha ao longo das rochas da praia solitária em direcção à sua inspiração;
  • Sentiu uma ''ligação'' com Magalhães, na embarcação apodrecida e semi-abandonada que jaz na praia de San Julián. Essa embarcação servirá para construir uma réplica (cópia) da nau Victoria, a primeira que deu a volta ao mundo e dentro dela existirá o Museu Magalhânico; a ideia do museu foi para a frente, mas agora numa verdadeira réplica da nau Victoria;
  • A admiração sobre o feito extraordinário da nau Victoria e sobre o homem que tornou esse feito possível /Magalhães, levou GC a escrever esta biografia itinerante;

 

 

Sobre a viagem de circum-navegação 

 

  • O início ou o fim foi Sevilha;

 

 

 

O que sabemos sobre San Julián?

 

  • É uma terra fria;
  • O Inverno é tremendo;
  • O clima é sempre frio, húmido, nublado e cinzento. 

 

 

Magalhães: 

  • Passou o Inverno em San Julián, em 1520;
  • Magalhães e a armada não podem continuar a navegar naquelas condições de temperatura e de mar, assim nos finais de Março, a armada passa os 49º sul abaixo do Cabo da Boa Esperança, na altura o ponto mais sul alguma vez tocado por um europeu;
  • A tripulação está descontente e o tempo piora. Desta maneira, Magalhães decide parar e esperar o fim do Inverno;
  • Não confia nas capacidades nem na lealdade dos seus oficiais;

 

 

 

Como está a viagem até agora?

 

  • Sábado dia 31 de Março de 1520-véspera de Páscoa- os navios atracam na baía a que Magalhães irá baptizar de San Julián;
  • A missa da Páscoa será realizada em terra;
  • No dia seguinte de noite, omingo, o motim ''rebenta'';
  • Os capitães espanhóis acumulam rancor ao capitão português desde que o conhecem. ''Magalhães depressa descobrirá que a pior ameaça se encontra a bordo dos navios da própria expedição''. (pág.97)

 

 

Porquê esse ódio por Magalhães?

 

Pela personalidade séria e misteriosa, por um lado e por outro, pelo seu desprezo por eles/o seu sentimento de superioridade. A tensão tem vindo a crescer desde que Juan de Cartagena- capitão da San Antonio - organizou uma revolta no meio do Atlântico. Apesar de ter sido preso para prevenção, continua a conspirar com os seus colegas.

 

Como é o motim?

  • É em San Julián;
  • É domingo;
  • São os oficais de Magalhães os responsáveis;
  • Atacam de noite;
  • A  nau Victoria é comandada pelo capitão revoltado, Mendoza;
  • A nau Concepción é comandada pelo capitão revoltado, Quesada;
  • A nau San Antonio é  invadida pelos rebeldes;
  • O capitão Mesquita, familiar de Magalhães, é posto a ferros =é preso;
  • O tom tranquilo e indeciso das exigências dos rebeldes revela nervosismo a bordo das três naus assaltadas.

 

 

Luís de Mendoza: capitão da nau Victoria

Gaspar de Quesada: capitão da nau Concepción

 

 

O que se passa depois?  

  • Na manhã do dia seguinte (segunda), Magalhães vê-se perdido naquela situação: pensa que a armada regressará a Espanha dizendo que a expedição era uma invenção e uma diversão da política de D.Manuel?, que será preso e que os espanhóis rebeldes serão recebidos como heróis;
  • Nesse dia, de noite, os homens leais a Magalhães recuperam a nau Victoria e matam Mendoza;
  • Levantam âncora e deixam a nau deslizar até junto da nau Trinidad- comandada por Magalhães- e da pequena Santiago, impedindo a fuga e a saída às duas naus rebeldes: Concepción e San Antonio;
  • No outro dia, terça, os revoltosos não têm escolha.

 

 

O que acontece aos amotinados (responsáveis pelo motim)?

  • São julgados em corte marcial (tribunal marcial ou conselho de guerra é o nome do tribunal militar que determina punições a membros das Forças Armadas submetidos às leis do direito militar);
  • São condenados à morte: por decapitação e desmembramento.

 

O que acontece a Juan de Cartagena (o principal cabecilha/líder) e Bernard Calmette (um sacerdote/padre francês)?

 

Magalhães hesita em ver-se livre deles, porquê?

  • Matar um padre trará problemas com a Igreja;
  • Matar Cartagena também. Mas por outra razão. Pelo ponto quatro em baixo

 

 

Juan de Cartagena

  • foi um funcionário de palácio comum;
  • não tinha experiência de mar;
  • foi nomeado para capitão da San Antonio;
  • foi nomeado para ''inspector-geral''(tinha a autoridade para supervisionar todas as operações financeiras e comerciais da expedição de Magalhães, uma posição que o colocou em conflito com o capitão, pois Cartagena era responsável perante o rei e não, Magalhães)-  da armada. Este título ''duvidoso'' podia fazer supor que esse posto de comando estava ao nível de Magalhães;
  • pensa-se que seria natural (o nome do pai ñ aparece?) do bispo de Burgos- Juan de Fonseca- um dos homens mais influentes da corte castelhana e o responsável pelas decisões reais em questões ultramarinas;
  • a preferência de Fonseca por Cartagena era notória (sem segredos) e assumida.

 

 

Magalhães:  Não sabe o que fazer com aqueles dois.

 

Gonçalo Cadilhe :

  • ''Eu sei''. ''Basta olhar para a paisagem que envolve a baía de San Julián como um abraço maldito (amaldiçoado)''. ''Nada cresce, nada floresce, nada permite pensar que a vida seja possível aqui'';
  • Faz uma proposta: exiliar os dois criminosos naquela terra. Numa pequena ilha a norte da baía, ligada ao continente por um banco de areia (cabeço) na maré baixa;
  • Conduz  o carro alugado até à margem em frente da ilha do exílio;
  • ''Silêncio e vento''. ''Na distância, San Julián parece uma relíquia assombrada''. ''Na ilha, uma casa isolada'';
  • Reflete sobre o castigo de Magalhães a Cartagena: foi tão desleal/traiçoeiro como perfeito;
  • Despede-se de San Julián e regressa à estrada;
  • À saída, atenta num cartaz: foi nesta baía que se celebrou o primeiro julgamento. Acrescenta: ''e o primeiro julgamento, e a primeira execução, e o primeiro ''povoamento'' europeu;
  • ''É demasiada História para tão triste geografia'';
  • Continua para sul, para o fim do mundo (Ponta de Dungeness).

 

 

 

Quadro-Resumo: 

 

Gonçalo Cadilhe  Fernão de Magalhães 
  • Está na baía de San Julián (local onde já esteve);
  • Foi neste local que se ''apaixonou'' pela vida e pela viagem de Magalhães; grande inspiração que deu origem a esta biografia itinerante. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • Despede-se de San Julián e regressa à estrada. À saída, atenta num cartaz: foi nesta baía que se celebrou o primeiro julgamento. Acrescenta: ''e o primeiro julgamento, e a primeira execução, e o primeiro ''povoamento'' europeu. Continua para sul, para o fim do mundo (Ponta de Dungeness).
  • Navegava no Inverno perto da baía de San Julián;
  • Como as condições de temperatura e de mar eram tremendas, lançou âncora numa baía à qual deu o nome de ''San Julián'';
  • As naus estavam atracadas na baía;
  • Domingo (1 de Abril de 1520), dá-se o motim liderado pelos capitães espanhóis que acumulam rancor a Magalhães desde que o conhecem: pela sua personalidade séria e misteriosa e pelo seu desprezo por eles (não confia nas capacidades nem na lealdade dos seus oficiais);
  • As naus Victoria e Concepción são assaltadas por Mendoza e Quesada, respectivamente;
  • A nau San Antonio é invadida pelos rebeldes: o capitão Mesquita é preso e o imediato Elorriaga é morto;
  • Só as naus Trinidad e Santiago estão a salvo;
  • Na manhã do dia seguinte (segunda- 2 abril de 1520), Magalhães vê-se perdido naquela situação: pensa que a armada regressará a Espanha dizendo que a expedição era uma invenção e uma diversão da política de D.Manuel que será preso e que os espanhóis rebeldes serão recebidos como heróis;
  • Os revoltosos estavam nervosos (tom tranquilo e indeciso das exigências);
  • Na noite desse mesmo dia, os homens leais a Magalhães recuperam a nau Victoria e matam Mendoza;
  • Na madrugada de terça (3 Abril 1520), as naus Victoria, Trinidad e Santiago juntam-se e impedem a saída dos revoltosos pela baía;
  • Os líderes do motim são julgados e condenados à morte: por decapitação e desmembramento;
  • Magalhães não sabe o que fazer com Juan de Cartagena nem com Bernard Calmette, pois ''representam uma situação mais delicada'', mas ''de facto, nunca mais se soube nada dos dois europeus'';
  • Passaram cinco meses na baía de San Julián (atracados). 

 

 

 

 

 


 

 

NA PATAGÓNIA (PÁG.115 À PÁG.120)

 

 

Gonçalo Cadilhe  está na Patagónia (Argentina).

 

A Patagónia é uma região geográfica que abrange a parte mais meridional da América do Sul. Localiza-se na Argentina e no Chile.

 

  

 

 

 Gonçalo Cadilhe  

  • ''(...) a maior maravilha do mundo continua mesmo a ser as crianças, como dizia o Poeta, e aquilo em que elas se tornam quando crescem''.;
  • '' O encontro com os outros, com o Outro, mantém-se, desde o grego Heródoto (geógrafo e historiador), como a razão fundamental para empreender uma viagem: só esse confronto nos dá a verdadeira medida do mundo(...)'';

 

Qual a razão principal para dar princípio a  uma viagem?

 

O encontro com os outros. Só esse confronto nos dá a verdadeira medida do mundo.

 

Na Armada das Molucas dois homens viajam obcecados com a medida do mundo, quais?

 

  1. Magalhães:   
  • toda a criação do seu projecto parte de uma ideia do tamanho do globo onde as Molucas cabem no hemisfério espanhol;
  • a sua missão é medir o hemisfério espanhol e confirmar se nele se incluem ou não as Ilhas das Especiarias.

 

 

   2.    Antonio Pigafetta:

  • no seu caso, o mundo mede-se através do encontro com a ''diferença'' (outros povos). É uma medida subjectiva, com base na relatividade cultural, na diversidade das raças e na riqueza linguística;
  • as paisagens, os edifícios e a monumentalidade, não lhe ''tocavam'';
  • interessou-se bastante sobre 4 ''maravilhas'' humanas na sua viagem com Magalhães: os tamoios da ilha de Guanabara (índios da tribo do Rio de Janeiro); os tehuelches da baía de San Julián (os patagões); os chamorros da ilha de Guam (habitantes desta ilha) e os habitantes das ilhas centrais das filipinas;
  • Viaja livre dos  dogmas da Idade Média, ou seja, viaja com uma perspectiva renascentista onde o Homem se encontra no centro do Universo;
  • ''O homem no centro do Universo éo próprio Pigaffeta'';
  • O desafio literário mais entusiasmante para Antonio Pigaffeta é o de conseguir entreter o leitor europeu com a forma de vida, a cultura e a linguagem do selvagem extra-europeu (fora da Europa);
  • O momento onde Pigaffeta se sente mais gratificante por este desafio, foi no Inverno passado na baía de San Julián, pois foi durante esses dois meses que os europeus se aproximaram mais do ''outro'';
  • Fica indiferente/sem entusiasmo quando seguem para sul, atravessando o ''mar deserto'' do Atlântico, pois um mundo sem pessoas não merece ser contado;

 

O primeiro contacto acontece após dois meses sem qualquer vestígio de presença humana. Tinham chegado a uma nova terra. 

 

  

Magalhães: Fica impressionado com os mocassins de pele de guanaco, do índio que deixava enormes pegadas na areia e chamou-lhe ''patagão''.

 

 

    

 

Assim nasceu o nome da Patagónia: ''(...) a última região antes do fim do mundo, (...)''.

 

Magalhães e a tripulação: 

  • o contacto entre os europeus e o sul-americanos começou de modo agradável;
  • Magalhães e a tripulação oferecem presentes ao gigante. Entre eles, um espelho. ''O gigante que não tinha a menor noção deste utensílio (...)via pela primeira vez a sua figura e, recuou tão assustado que deitou ao chão quatro dos nossos homens que o rodeavam''. 

 

Pigaffeta: 

  • Anota tudo;
  • Quando pode exagera: ''Era tão grande que a nossa cabeça chegava apenas à sua cintura''; Em viagens posteriores, verifica-se que a altura dos patagões era de 1,80 metros, enquanto que a média de altura de um europeu português/castelhano era de no máximo 1,60m.  http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/10814/10814_5.PDF -pág.16, última linha do 1º parágrafo
  •  Um dos objectivos do cronista é o de entreter o leitor. ''Mas não precisa de exagerar para entreter''. ''Basta que continue, durante páginas, a descrever o que vê'';

 

 

Como se eram os patagões? 

  • Eram ''gigantes'' com 1,80m comparados aos europeus com 1,60m (no máximo); 
  • Tinam grandes pés que deixavam enormes pegadas na areia (daí o seu nome-patagão); 
  • Usavam sapataos e talvez roupa de pele; 
  • Viam na cruz um símbolo do mal ''(...) fogem da cruz como o diabo (...)'';
  • Comem ratazanas do navio cruas e com pele;
  • Quando se sentem doentes, cortam-se e deixam o sangue escorrer, em várias partes do corpo; 

 

 

Pigaffeta:

  • Vai anotando os costumes, as crenças, os   , os utensílios e os patagões;
  • Começa um dicionário de Tehuelche-Espanhol;
  • A curiosidade e o respeito por aquela cultura pareciam estar ao ''mesmo nível'' para o europeu. ''Claro que não. O plano subjectivo de Pigaffeta é o da criança que disseca a borboleta''.- é a curiosidade ou primeiro ganha confiança e depois trai?

 

 

 Magalhães: 

  •  ao fim de algumas semanas, ganha a confiança dos nativos;
  • não hesita em capturar quatro ''exemplares''. De que forma? Ocupa-lhes as mãos com presentes;
  • os marinheiros apenas conseguem apanhar dois, pois os outros dois conseguiram fugir;

 

 Gonçalo Cadilhe  :''Mas os patagões desaparecem, e assim termina o primeiro ''encontro de culturas'' da Patagónia''.

 

 

Qual a situação actual dos Patagões?

  • já nao existem;
  • tinham chegado ao continente através do estreito de Behring há dez mil anos. 

 

 

Como desapareceram os Patagões?

  • foram exterminados. Como? os territórios da América do Sul foram divididos e destinados à criação de touros de corrida e outros animais;
  • os senhores das grandes propriedades rurais chegaram a dar no final do século XIX, cem libras (que corresponderia a ...), por cada orelha de homem e por cada seio de mulher mortos;
  • foram  criadas reservas e campos de concentração, onde a tuberculose, o sarampo e a varicela se espalharam matando os nativos;

 

 

O que aconteceu aos ''exemplares'' capturados por Magalhães? 

  • a bordo seguem dois tehuelches;
  • irão morrer a bordo, pelo calor e pelo escorbuto (doença provocada pela falta de vitamina C)- O escorbuto era conhecido na época das navegações portuguesas (séculos XV e XVI) como "mal de Angola" pois era nas proximidades deste país que os sintomas da doença começavam a afectar as tripulações dos navios portugueses que cruzavam o Cabo da Boa Esperança em direção à Índia-http://pt.wikipedia.org/wiki/Escorbuto;
  • um deles antes de morrer, pedirá para ser baptizado;
  • Pigaffeta anota com emoção: ''Paulo'' ''morre beijando e abraçando a cruz''- o símbolo do Cristianismo que os índios ''tanto temeram e evitaram''.

 

 

 

Quadro-Resumo: 

 

Gonçalo Cadilhe  Fernão de Magalhães 
  • Está na Patagónia (Argentina). 
  • Será nos cinco meses passados em San Julián que a Armada das Molucas irá sentir a mais inquietante, incrível e profunda aproximação ao Outro;
  • Navegou durante dois meses desde a baía de San Julián;
  • Avistou uma praia, uma nova terra;
  • Viu um homem primitivo e foi a terra; 
  • Deu o nome à última região antes do fim do mundo, Patagónia, devido às enormes pegadas deixadas pelo selvagem, o recente ''patagão'';
  • Ofereceu presentes ao gigante (o primitivo tinha 1,80m comparativamente aos 1,60m dos europeus);
  • Magalhães vai construindo uma confiança mútua (entre o gigante e a tripulação);  
  • Tenta capturar quatro ''exemplares'', mas só consegue algemar dois (os outros dois fugiram), recorrendo a um truque: ocupa-lhes as mãos de presentes;
  • A bordo leva os prisioneiros que irão morrer durante a viagem: pelo calor e pelo escorbuto;
  • Baptiza um dos índios de Paulo;
  • Durante a viagem, Pigaffeta anota tudo, não perdendo um momento;
  • Uma das quatro ''maravilhas'' humanas  na viagem de circum-navegação de Pigaffeta, são os tehuelches da baía de San Julián.  

 

 


 

 

  

UM ESTREITO SEM NOME (PÁG. 121 À PÁG.124)

 

  

  

Gonçalo Cadilhe  :

  • ''Não acredito em lugares mágicos, nem em pontos de energia telúrica, nem em ondas místicas que se libertam da paisagem. Acredito, isso sim, em estados de alma. Que fazem com que os lugares se tornem mágicos. Ou malditos. Depende.'';
  • Aluga um veículo com tracção às quatro rodas.
  • Conduz  um dia inteiro para percorrer noventa quilómetros;
  • Segue por um caminho que não lhe leva a lado nenhum e que o conduz ao ponto mais solitário/deserto da sua vida;

 

 

 

Ponta de Dungeness:

  • é a entrada oriental do Estreito de Magalhães, o princípio da passagem do Atlântico para o Pacífico;
  • ''Está um frio tremendo, que corrói (vai destruindo, gastando) as têmporas ( lados da testa, entre os olhos e as orelhas) e queima os lábios'';
  • ''Uma luminosidade tão crua e tão fria como a temperatura, mas feita de transparência e excesso de luz, fere a vista desarmada (sem protecção)'';
  • '' (...) está a cheirar muito mal: algas ou mexilhões ou talvez uma baleia que vieram apodrecer (...)'';
  • '' (...) nesta praia cinzenta no fim do mundo (...)'';
  • a água do mar parece quente, estando a 2ºC, mas como o vento está a -5ºC, ao tocar com a mão na água, recebe um grande aumento de calor;
  •  '' Que lugar irreal, desumano, vazio de referências''.

 

 

 

Gonçalo Cadilhe  :

  • ''Não acredito em lugares mágicos, mas existem e este é um deles''; 
  • ''Sinto-me um menino'';
  • ''Vivo um dos momentos mais significativos da minha vida: chegar ao Estreito de Magalhães (...)''.

 

 

Estreito de Magalhães:

  • ''(...) é um canal de água como se fosse um túnel iniciático, um espelho de Alice (a água é limpa?) ou um buraco na parede''; tunel onde se inicia algo, a viagem para o pacifico 
  • ''Passar para o outro lado é estar aqui'';
  • ''Uma cabeça de alfinete no mapa dos destinos da Humanidade''. 

 

      

 

 

Gonçalo Cadilhe  :

  • Para o autor, o momento em que as viagens que fez se definem e se concluem, acontece no regresso, com o regresso;
  • O momento que torna ''grande'' e resume toda a viagem, é no lugar onde a existência de Magalhães se torna quase ''heróica'';
  • ''Foi para descobrir isto que este homem veio ao mundo''.

 

 

 

Magalhães e a Armada: 

  • Chega à boca do Estreito no dia 21 de Outubro de 1520. Parece uma enorme baía fechada no litoral da Patagónia;
  • Magalhães manda João Carvalho subir a uma colina;
  • Essa colina é, segundo o historiador chileno Mateo Martinic, o ''cerro Dinero''. 

 

 

Gonçalo Cadilhe  : 

  • Sobe a colina, o ''cerro Dinero''
  •  Encontra no cimo um pequeno monumento: é uma nau que aponta para o Estreito;
  • Também existe uma placa que lembra o início da ''descoberta'' do Chile: foi ali, com aquele acto: um marinheiro português a explorar o sudoeste;
  • A memória do autor regressa ao ponto de partida desta viagem: uma placa colocada pela embaixada do Chile, numa noite de lua e gatos em Sabrosa: ''Nesta casa nasceu o ilustre navegador português Fernão de Magalhães, primeiro ocidental que pisou terras chilenas'';
  • GC explora e investiga também, o sudoeste. Não é possível deduzir ou ver qualquer abertura na costa. ''Parece apenas uma baía fechada''.

 

 

 

Magalhães e a Armada: 

  • O piloto de Magalhães, também não vendo qualquer abertura, conta a Magalhães;
  • Magalhães não se convence com a ''análise'' feita e assim, decide enviar duas naus ao local;
  • As naus que vão investigar ''melhor'', são a San Antonio e a Concepción
  • À entrada da baía,  na ponta que hoje se chama Dungeness, as naus Trinidad e Victoria ficam à espera;
  • A nau Santiago naufragou a poucos dias de viagem para norte        por isso, já não existe;

 

 

A Armada e o Estreito:

  • O reconhecimento (a investigação do local), dura quatro dias;
  • As naus passam a primeira e a segunda angostura (gargantas- passagens estreitas onde a via de água se reduz a três mil metros de largura); 
  • Depois, chegam ao lugar onde hoje se localiza a cidade de Punta Arenas;
  • Os marinheiros das naus San Antonio e Concepción, regressam certos de que encontraram a passagem tão procurada;
  • Mal vêem a nau de Magalhães, a Trinidad, disparam salvas de canhões e soltam ao vento todas as bandeiras e velas que têm;
  • Magalhães ao receber estes ''sinais'', percebe. 

 

 

 

 

 

Gonçalo Cadilhe  : 

''Deve viver esse instante como o homem mais feliz da Época dos Descobrimentos'' . '

'O único homem igualmente tão feliz nesses anos terá sido o Colombo no momento em que desembarca no que ele julga ser o continente asiático (Índia)''.

''Colombo engana-se, Magalhães não''.

  

A Armada e o Estreito:

  • A expedição demora cinco semanas a percorrer os 560 quilómetros de extensão do Estreito;
  • Passam por todas as ramificações, todos os becos sem saída, que são fiordes (golfos- braços de mar que entram por terra- estreitos e profundos) da Patagónia e todos os canais que terminam em frente de um glaciar escondido, branco, gelado;

 

 

Como está o tempo?

É verão, mas o frio é eterno no fundo do planeta

 

 

Magalhães:  

  • Não tem dúvidas sobre a existência de uma passagem inter-oceânica, porque : a amplitude e a frequência das marés mantêm-se constantes (ou seja); o nível de salinidade da água não se altera e a orientação do litoral segue a lógica esperada (sudoeste, oeste, noroeste).

 

''Uma rotação perfeita à volta do fim do continente americano, que se encontra no cabo Froward''. 

 

 

   

 

A Armada, Magalhães e o Estreito:

  • É descoberta a passagem, ainda sem nome;
  • A exploração é feita ao longo do mês de Novembro de 1520;
  • Magalhães baptiza o sua passagem de ''Canal de Todos os Santos'', já que o dia 1 de Novembro, é o dia de Todos os Santos;
  • Anos mais tarde, os mapas europeus irão reconhecer este canal por ''Estreito de Magalhães''.

 

 

A Terra do Fogo 

  • É o litoral oposto ao continente americano;
  • Está na margem sul;
  • É uma enorme ilha;
  • Recebe o nome definitivo nesse mesmo dia (01 de Novembro de 1520): ''Terra do Fogo''- ''Que é como quem diz: ''quem lhe tocar, queima-se'', porquê?
  1. De noite, os marinheiros avistaram fogueiras nesse litoral;
  2. A geografia da Idade Média acreditava que existia do lado ''debaixo ''do globo, um grande continente;
  3. Os marinheiros imaginaram que a Terra do Fogo fosse o início desse ''continente'';
  4. Para os sábios que seguem a ideia ptolomaica do mundo (teoria geocêntrica)http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20120328065229AAQKEnw, se do lado de cima do globo existem os  diversos continentes que conhecemos, em baixo têm, também, de existir continentes ou massas de terra equivalentes, para existir equilíbrio; 

 

Magalhães: Acredita que essa ''massa de terra'' começa ali, onde ardem as fogueiras. 

 

Porque é que nenhum marinheiro desembarca?

  • Porque os sábios ptolomaicos, dizem que tudo o que é negro, obscuro (sombrio, esquecido), inumano, ''contrário'', está ali, naquela Terra.

 

 

 

Gonçalo Cadilhe -opiniões acerca da Terra do Fogo:

  • ''É fácil não desembarcar'';
  • '' (...)a Terra do Fogo surge a flutuar (...) como o olhar meio submerso de um crocodilo'';
  • ''Parece querer dizer: não desembarques''. 

 

 

Magalhães: o ponto mais triste, mais solitário e feliz da sua vida, mantém conservado esse poder que nos ''incomóda'' e que o torna um marco no percurso de qualquer viajante.

 

Gonçalo Cadilhe  :  

  • Chega ao estreito de Magalhães, à boleia num camião TIR (um ''navio da auto estrada''); 
  • Despede-se do motorista;
  • Continua até à cidade de Punta Arenas- que é o fim de uma estrada continental que pode ter começado nas serras da Colômbia, na fronteira de Tijuana ou nas planícies geladas do Alasca;
  • A sua viagem, apesar de  ''acabar'' no fim do mundo, não acaba necessáriamente ali: ''Para mim começou numa noite de lua e gatos em Sabrosa, e não termina aqui: passo para o outro lado, que é o resto da minha vida depois de chegar ao Estreito de Magalhães''.

 

 

 

 

Quadro- Resumo:

 

Gonçalo Cadilhe  Fernão de Magalhães 
  • Conduz 90 quilómetros durante um dia inteiro de carro até à Ponta Dungeness;
  • Está na entrada oriental do estreito de Magalhães;
  • Vai à boca do estreito e sobe a colina, identificada como o ''cerro Dinero'';
  • Não deduz nem consegue ver qualquer abertura na costa recurvada;
  • Vai até à Terra do Fogo;
  • Chega ao Estreito à boleia de um camião TIR;
  • Continua até à cidade de Punta Arenas;
  • Passa para o outro lado do estreito de Magalhães. 
  • No dia 21 de Outubro de 1520, a Armada chega à boca do Estreito;
  • Magalhães manda o português João Carvalho subir a uma colina, o ''cerro Dinero''
  • O marinheiro explorou o sudoeste: tinha descoberto o Chile;
  • João Carvalho disse a Magalhães que não era possível ver ou deduzir qualquer abertura na costa recurvada;
  • Magalhães não ficou convencido e decidiu então, enviar duas naus para explorar esse ''misterioso'' território (naus San Antonio e Concepción);
  • À entrada do estreito, permancem as naus Trinidad e Victoria
  • A nau Santiago naufragara a poucos dias de viagem para norte.
  • O reconhecimento (investigação do local) dura quatro dias; 
  • As naus passam a primeira e a segunda angostura (gargantas- passagens estreitas onde a via de água se reduz a três mil metros de largura); 
  • Depois, chegam ao lugar onde hoje se localiza a cidade de Punta Arenas;
  • Os marinheiros das naus San Antonio e Concepción, regressam certos de que encontraram a passagem tão procurada;
  • Mal vêem a nau de Magalhães, a Trinidad, disparam salvas de canhões e soltam ao vento todas as bandeiras e velas que têm;
  • Magalhães ao receber estes ''sinais'', percebe: tinham descoberto a passagem tão procurada; 
  • A expedição demora cinco semanas a percorrer os 560 quilómetros de extensão do Estreito;
  • Passam por todas as ramificações, todos os becos sem saída, que são fiordes (golfos- braços de mar que entram por terra- estreitos e profundos) da Patagónia e todos os canais que terminam em frente de um glaciar escondido, branco, gelado; 
  • Não tem dúvidas sobre a existência de uma passagem inter-oceânica, porque : a amplitude e a frequência das marés mantêm-se constantes (ou seja); o nível de salinidade da água não se altera e a orientação do litoral segue a lógica esperada (sudoeste, oeste, noroeste); 
  • É descoberta a passagem, ainda sem nome;
  • A exploração é feita ao longo do mês de Novembro de 1520;
  • Magalhães baptiza o sua passagem de ''Canal de Todos os Santos'', já que o dia 1 de Novembro, é o dia de Todos os Santos. Anos mais tarde, os mapas europeus irão reconhecer este canal por ''Estreito de Magalhães'';
  •  Acredita que essa ''massa de terra'', segundo os sábios ptolomaicos começa ali, onde ardem as fogueiras (Terra do Fogo);
  • Continua viagem depois de passar pelo ''seu'' Estreito. 

 

 


Fim do trabalho- página 10cgrupo8-3 Link: 10cgrupo8-3 ou  http://nospassosdemagalhaes.pbworks.com/w/page/64979579/10cgrupo8-3

 

 

Comments (10)

ana.sancho@djoaoii.com said

at 5:40 am on Mar 28, 2013

HÁ AQUI VÁRIAS REFERÊNCIAS A DÚVIDAS.
SÃO ASPETOS QUE VOCÊS VÃO RESOLVER/IVESTIGAR?
OU SÃO QUESTÕES PARA MIM??

ana.sancho@djoaoii.com said

at 5:46 am on Mar 28, 2013

OS PORMENORES SÃO IMPORTANTES NA HORA DA RECOLHA DA INFORMAÇÃO E AJUDAM NO MOMENTO DA APRESENTAÇÃO. PODEM SER REFERIDOS MAS NÃO MERECEM DESTAQUE AO PONTO DE ESTAREM ESCRITOS (NA APRESENTAÇÃO, ENTENDA-SE!).
PARA QUE SERVEM, ENTÃO?
PARA QUE, QUANDO ESTIVEREM A APRESENTAR O TRABALHO, POSSAM NÃO SE LIMITAR À LEITURA E O ENRIQUEÇAM.

Inês Reis said

at 5:54 am on Mar 28, 2013

Sim, as dúvidas que estão coloridas a rosa ainda vamos resolver.
Na análise de cada sub-capítulo estão quase todos os pormenores, mas no final do trabalho iremos fazer um resumo do essencial e alguns desses pormenores vão ser referidos na apresentação de modo a que o conteúdo do trabalho se entenda melhor.
Na apresentação iremos tentar não colocar muito texto mas também não falar muito.

ana.sancho@djoaoii.com said

at 6:04 am on Mar 28, 2013

JOVENS, NÃO SE ARMEM EM "BICHOS DO MATO".
HÁ QUE FALAR QUANTO BASTE, EVIDENTEMENTE

Inês Reis said

at 4:30 am on Mar 31, 2013

Professora tive de criar uma última página 10cgrupo8-3, onde vai estar o capítulo resumido e tudo o que precisamos de dizer ou escrever na apresentação.
Queria lhe pedir se podia verificar e confirmar os quadros- resumo, porque estão de uma forma resumida e não sei se é preciso mais. Obrigada.

Inês Reis said

at 3:56 am on Apr 1, 2013

professora afinal sempre preciso de ajuda nas questões a rosa.
a Patrícia e a Rafaela dizem que não se entendem com o site e já lhes expliquei como é, mas não posso fazer tudo sozinha porque o trabalho é em grupo!
A apresentação é já na próxima semana?

ana.sancho@djoaoii.com said

at 7:20 am on Apr 1, 2013

A apresentação será na próxima semana, estou a contar com isso.
Estou a rever o teu trabalho; fui eliminando alguns pormenores sem interesse. Acho que ainda podes fazer mais síntese.
Quanto às amigas Patrícia e Rafaela, não há desculpas! parece-me que só não trabalha quem não quer (na wiki ou fora dela!!)

Rafaela M' said

at 9:07 am on Apr 6, 2013

Olá :) Só vim comentar aqui que eu e a Patricia estamos a trabalhar, mas nenhuma de nós está a postar as coisas na wiki. Mas sim em word e enviando uma á outra. Concordo plenamente com o que a professora disse.

Inês Reis said

at 11:35 am on Apr 7, 2013

Professora temos aqui duas dúvidas: ''Claro que não. O plano subjectivo de Pigaffeta é o da criança que disseca a borboleta''.- é a curiosidade? e espelho de Alice (a água é limpa?)

Inês Reis said

at 1:58 pm on Apr 27, 2013

* PÁGINA PRONTA*

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